Lêda Sellaro :: Escritora
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A leitura literária e a formação do leitor

Sabendo-se que o acesso ao mundo da leitura e da escrita inclui não só o domínio da técnica (codificação e decodificação), como do seu uso, extrapola-se o conceito de letramento funcional, percebendo-se a leitura e escrita como meios de conscientização e de transformação. Para tanto, é preciso somar esforços para o enfrentamento do principal desafio que está posto para a formação do leitor -  o domínio da linguagem escrita e da leitura compreensiva – processo no qual a leitura literária tem papel preponderante, quando propicia o  gosto pela leitura.

Entende-se a leitura literária como aquela que constitui, principalmente, uma prática cultural de natureza artística; que possibilita ao leitor uma relação prazerosa com o texto lido. Embora em meio a outros objetivos, o prazer de ler é o aspecto mais importante a ser buscado, sempre com liberdade e estímulo à imaginação.  Dessa forma, a linguagem deixa de ser apenas um meio de comunicação, mas de prazer e criação, ensejando questionamentos e proposições de mudanças. Este é um componente essencial da leitura literária, ao lado de outras formas de leitura (científica, filosófica, informativa, etc), com as quais convive, sem perder a especificidade.

Lêda Sellaro

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DÉCIMO NONO ENCONTRO DE EDUCAÇÃO E DE LITERATURA INFANTOJUVENIL DA FAFIRE


APRESENTAÇÃO


Os Cursos de Letras e de Pedagogia da FAFIRE realizarão, nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2016, o 19º Encontro de Literatura Infantojuvenil e o 19º Encontro de Educação, enfocando o tema EU, CIDADÃO DO MUNDO: Práticas Educativas e de Mediação Literária, com o objetivo de discutir propostas de incentivo à leitura e promoção da cidadania.


O evento estará em sintonia com a temática lançada pela Campanha da Fraternidade 2016 – Casa Comum, nossa responsabilidade - tema também adotado pela FAFIRE, no presente ano, sob o lema “Eu, cidadão do mundo”.


A programação contará com diversas atividades em torno do tema, em forma de palestras, minicursos, oficinas, apresentações artístico-culturais, sarau de poesias e socialização de experiências. As palestras serão realizadas no auditório principal, no andar térreo, nos dois primeiros dias do evento. As oficinas, minicursos e relatos de experiência acontecerão nas salas de aula dos Cursos de Letras e de Pedagogia, no 1º andar. O sarau de poesias acontecerá no auditório do 5º andar (Pós). Livros serão expostos nos espaços de circulação da FAFIRE e no hall do auditório térreo.


PROGRAMAÇÃO:


11/05 (Quarta feira)


18h - CREDENCIAMENTO - AUDITÓRIO TÉRREO


19h: Apresentação Cultural:


Animação Cultural (Secretaria de Educação de PE)


19h20: Palavras de boas Vindas da Direção


Mesa Redonda:


MEDIAÇÃO: Nelma Azevedo - FAFIRE



"O escritor e a mediação entre leitores e textos literários".


Lêda Sellaro (Educadora, historiadora e escritora)


Experiências de Mediação Literária:


“Ações Culturais na Biblioteca”


Márcia Maria Rodrigues da Silva (Sesc Santo Amaro)


(Bibliotecas Comunitárias)


12/05 (Quinta feira)


19h: Apresentação Cultural:


DORalice (em processo)


Alexsandro Silva, Arnaldo Rodrigues e Paula de Tássia (Cia. 2 em Cena de Teatro, Circo e Dança)


Mesa Redonda:


MEDIAÇÃO: Liliane Jamir – FAFIRE


“Nas linhas e entrelinhas da cidadania”.


Jussara Koury (Escritora e Jornalista)


Experiências de Práticas Educativas:


INCLUSÃO ESCOLAR: Contribuindo para que cada um desenvolva suas habilidades.


Magda Prado (Pedagoga (UFPE), Especialista em Educação Especial (FAFIRE)


BIBLIOTECA COMUNITÁRIA DO COQUE: mediação da leitura e resgate da cidadania


Maria Betânia do Nascimento Andrade (Pedagoga (FAFIRE), Especialista em Ludicidade (FAFIRE) e Gestora da Biblioteca Comunitária do Coque)


13/05 Sexta Feira


Programação Simultânea.












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Exposição Pernambuco Criativo - SESC Sta Rita





AGRADEÇO AOS ORGANIZADORES A INCLUSÃO DO MEU TRABALHO ENTRE OS DOZE ESCRITORES CONTEMPLADOS NA EXPOSIÇÃO.






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Monteiro Lobato e a edição de livros infantis no Brasil



Até a década 1920, não existiam no Brasil editoras nacionais. Os livros vendidos aqui eram todos impressos na Europa, mais precisamente em Portugal, sendo privilégio de poucos. Lobato tornou-se editor, criando a Editora Monteiro Lobato e depois a Companhia Editora Nacional. Também foi desenhista e caricaturista.

Antes disso, Pedro da Silva Quaresma, tentou popularizar a literatura infantil trazendo para sua  Livraria Quaresma, livros mais baratos, em formato menor – as edições Quaresma. Escritores locais escreveram para tal coleção, alguns com pseudônimo. Alberto Figueiredo Pimental, escritor e cronista do Jornal A Gazeta de Notícias, fez, por encomenda de Quaresma, uma série de livros para crianças, os primeiros editados no Brasil. Foram eles: Histórias da Carochinha, Histórias do Arco da Velha, Histórias da Avozinha, Histórias da Baratinha, Os meus brinquedos, Theatro Infantil, O Álbum das Creanças, entre outros. Histórias da carochinha foi o primeiro livro infantil publicado no Brasil.

Monteiro Lobato (1882-1948),  já se destacava, em 1921, como escritor de contos. Depois ele deu deu início às suas publicações infantis com o livro O saci. Seguiram-se outros como Fábulas de Narizinho e Narizinho arrebitado, O Marquês de Rabicó , Caçadas de Hans Staden, Peter Pan, Reinações de Narizinho, Viagem ao Céu, Caçadas de Pedrinho, Emília no país da Gramática, História das Invenções, Memórias de Emília, Histórias de Tia Anatácia, Serões de dona Benta e O Picapau Amarelo, escritos entre 1921 e 1939. Também escreveu dois romances: O macaco que se fez homem e Mundo da lua. Criou a figura do Jeca Tatu, símbolo do caipira brasileiro, em seu livro Urupês. O Sítio do Pica-pau Amarelo é seu trabalho de maior destaque, pelo fato de reunir seus personagens e prolongar suas histórias em outros livros. Nele o autor mistura realidade e fantasia, usando uma linguagem coloquial e de fácil compreensão. Certamente, ele foi um dos primeiros autores de Literatura Infantil do Brasil e da América Latina.

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MONTEIRO LOBATO no processo de consolidação da Literatura Infantil no Brasil



A literatura infantil começa a ganhar força no Brasil antes um pouco da Primeira República, com o processo de modernização, extinção do trabalho escravo, crescimento e a diversificação da população urbana e a incorporação progressiva de imigrantes – vistos como consumidores de produtos culturais.

Em meio às mudanças, o saber obtido com a leitura ganha importância e a escola passa a exercer um papel fundamental para a transformação de uma sociedade rural em urbana. Como elementos auxiliares nesse processo, os livros infantis e escolares saem fortalecidos das várias campanhas de alfabetização deflagradas e lideradas, nessa época, por intelectuais, políticos e educadores, abrindo espaço para esse tipo de produção didática e literária.

Evidencia-se uma preocupação  com a carência de material de leitura adequado às crianças brasileiras (que contavam apenas com adaptações e traduções dos clássicos infantis europeus, em edições portuguesas), e com a necessidade do abrasileiramento dos textos, aumentando sua penetração junto às crianças. O início da literatura infantil brasileira fica marcado pelo transplante de temas e textos europeus adaptados.

Sendo a escola o ambiente privilegiado para a difusão desses textos, repetem-se as fórmulas e a ênfase na missão formadora e patriótica dessa literatura para crianças. Transforma-se o movimento de nacionalização em nacionalismo. A literatura lança mão, para a arregimentação de seu público, do culto cívico e do patriotismo. A preocupação com o destinatário infantil motivou a adaptação que afastou esses textos dos padrões europeus; mas, o compromisso escolar transformou essa literatura em modelo.

Novos investimentos na área editorial favorecem a difusão das criações artísticas, estimulando tanto a produção como a divulgação das obras. Porém, apesar do sucesso, o gênero continuava sem legitimação artística. O estímulo para a produção restringia-se à carência do mercado escolar que, por sua vez, determinava aos escritores adequação aos cursos e aos programas educativos vigentes, limitando a fantasia e criatividade em função das exigências do Estado, patrocinador do projeto de alfabetização; demonstrando que a renovação não impede a conciliação com o tradicional, seguindo o percurso natural pelo qual também passou a sociedade brasileira.

Surge nesse  quadro  a produção literária de Monteiro Lobato que investe progressivamente na literatura para crianças, como autor, incorporando elementos estilísticos inovadores; e como empresário, fundando editoras e contribuindo para a modernização da produção editorial brasileira. Em 1921, com a publicação de Narizinho arrebitado, Lobato inaugura uma nova estética da literatura infantil no país, concebendo-a como arte capaz de modificar a percepção de mundo e emancipar seus leitores.

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BRINCADEIRAS DE CRIANÇAS




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As crianças que brincam são mais inteligentes e espertas e têm mais facilidade de aprender, o que ocorre de forma mais natural. A brincadeira favorece a expressão de emoções. Ao mesmo tempo em que se diverte, a criança demonstra um pouco de sua personalidade.





Para as  crianças menores, que  costumam brincar sozinhas,   o ideal são brincadeiras que as levem a explorar e descobrir sons, cheiros e texturas, estimulando seus  sentidos.



Em torno dos três anos  elas  desenvolvem a brincadeira da imitação do cotidiano, como brincar de casinha ou de escola, o que possibilita um contato com problemas e soluções imaginárias, que depois serão aprendidas como realidade.


Aos cinco anos de idade, as crianças já incluem outras nas atividades. Só que, o desenvolvimento da criança é individual, portanto umas brincam mais cedo e outras  mais tarde, não devendo isso constituir uma grande preocupação para pais e professores. Porém, é importante incentivá-las a brincar, inclusive estabelecendo um horário e um local. É bom a que elas pratiquem essas atividades como rotina, tendo um espaço e tempo para  brincar.

Os pais que brincam com seus filhos ficam mais próximos deles e podem conhecê-los melhor, pois as crianças expressam seus sentimentos nas brincadeiras.

Os brinquedos devem ser variados, para que as crianças  possam experimentar atividades diversificadas, tendo seu interesse e curiosidade despertados, de acordo com sua personalidade. O ato de brincar é, no entanto, mais importante que o brinquedo em si.
Idades


Dos cinco aos seis anos, quando a socialização se torna mais importante, as atividades de movimento e de representação, além dos jogos coletivos como futebol, ou brincadeiras de roda são mais aconselháveis, preparando as crianças para brincar com vários tipos de jogos, com  maiores  dificuldades.



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MUSEU DO AMANHÃ, no Rio de Janeiro.



Reportagem publicada em AVIANCA EM revista (ano IX , JAN. 16)

O Museu do Amanhã foi projetado pelo renomado arquiteto espanhol Santiago Calatrava para abrigar experiencias interativas que mostram como será o mundo daqui a 50 anos. A obra, toda branca, tem 15 mil metros quadrados e contrasta com o azul do mar, ao fundo.



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Falando sobre Literatura de Cordel no MACKENZIE



São Paulo, 13.11.15
Projeção e leitura de fábulas de Esopo recontadas no meu livro
"ConFABULAndo em Cordel", pubicado pela Editora CEPE,
com ilustrações de Jarbas Domingos.

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150 ANOS DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS



FW_ Programação da Biblioteca de 150 anos de Alice no país da maravilhas - ledarejane@gmail.com - Gmail

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RECORDANDO MOMENTOS COM MEUS LEITORES

Acredito na força da literatura infantil para o desenvolvimento  emocional da criança e de sua capacidade de expressão. Além de proporcionar recreação, informação, conhecimento e interação, a literatura infantil desenvolve a imaginação, as emoções e os sentimentos, de forma prazerosa e significativa, despertando na criança o prazer de ler.

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Por Corisco Design