Lêda Sellaro :: Escritora
Loja On-line

VISÃO PANORÂMICA DE OLINDA - do elevador e do mirante

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COMO CRIAR UM MUNDO TRIDIMENSIONAL MAIS INTERESSANTE?

PARA REFLEXÃO DE PAIS E EDUCADORES

Segundo a neurocientista Susan Greenfield (VEJA 2289), os videogames e redes sociais estão criando uma nova geração que vai passar a maior parte da vida on-line. As crianças que estão crescendo agora no ciberespaço não vão aprender como olhar alguém nos olhos, não vão aprender a interpretar tons de voz no linguajar corporal.

Depois de dizer que não adianta simplesmente proibi-las de fazê-lo, Susan afirma: É preciso oferecer a elas um mundo tridimensional mais interessante.

Como fazê-lo?

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O FILHO PRÓDIGO (Lucas, 15.11-32)



A VOLTA PARA O PAI
(Evangelho de Lucas, 15:11-32)

Levantar e voltar, em busca de perdão -
Seria mesmo essa a melhor opção?

... E o jovem levantou-se
e voltou para o pai.
Custara a decidir-se,
pensara em ficar...
Mas, agora, de pé,
era só caminhar!
Não podia esperar
nada além da acolhida;
Um lugar pra ficar...
reconstruir a vida.
Deixava para trás
a tristeza, a aflição,
a dor, o desespero,
a mágoa e a solidão.
Tão distante estivera,
os seus bens dissipara...
Os amigos se foram
e tudo, então, mudara!

Distante, a pressentir
a imagem desejada,
O pai, desalentado
perscrutava a estrada.
No encontro prazeroso
a alegria, o conforto...
(o filho estava ali
e ele o julgara morto!)
O abraço comovido
um grande amor atesta
Se expressa no perdão,
se mostra numa festa.

Levantar e voltar em busca de perdão -
Decisivo momento, a melhor opção!

Lêda Rejane Accioly Sellaro

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A CRIANÇA COM A PALAVRA - sabedoria, beleza, poesia, verdade, espontaneidade, fantasia, criatividade, travessuras...

I - COR DOS OLHOS


Um dos meus filhos tem três filhos e uma filha, nascidos na seguinte sequência: dois meninos, a menina e outro menino.


Os meninos têm os olhos claros como a mãe e a menina tem os olhos escuros como pai.


Quando o filho caçula nasceu, os irmãos ficaram encantados. Era um lindo bebê de olhos bem azuis (depois ficariam verdes como os outros).


Um dia, estavam todos em volta do caçulinha, apreciando sua beleza e seu sorriso, quando o segundo filho, que ia fazer cinco anos, comentou:


- Os olhinhos dele são da cor do céu!


A menina fez uma carinha amuada e perguntou ao irmão:


- E os meus?


E ele logo respodeu:


- Também são da cor do céu... de noite.


E a irmã sorriu feliz.


Lêda Sellaro


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II - ORAR E AGIR


Eu tenho uma neta, filha de um dos meus filhos, hoje já casada, que sempre foi muito inteligente e pronta nas suas respostas.


Ela e o irmão sempre iam para a Igreja com os pais e apreciavam muito as aulas da Escola Dominical. Também gostavam muito do pastor da Igreja.


Quando ela estava com quatro anos, o pai repreendeu-a algumas vezes por conta de suas trelas. Uma das vezes ele lhe disse:


- Eu estou perdendo a paciência com você. Acho que vou falar com o pastor da nossa igreja sobre seu comportamento.


Ao que ela prontamente respondeu:


- Não precisa, papai! Ele vai dizer pra você orar!


Lêda Sellaro


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III - O BALÃO


No inicio do ano de 2009 quando meu filho Arthur tinha 4 anos, seu avô paterno faleceu. Passados dois meses, ele estava em um aniversário de um primo e recebeu um balão de gás. Em pouco tempo o balão soltou de sua mão e subiu ao céu.


Ele ficou muito triste e correu para mim chorando. Eu tentei consolá-lo, dizendo:


- Seu balão voou, filho; foi para o céu. Ele logo parou de chorar e disse com um lindo sorriso no rosto:


- Vovô vai achar que eu mandei o balão de presente pra ele.


Passada uma semana, fomos até a casa de minha mãe e ele encontrou no jardim um balão azul. Ele pegou o balão e correu para mim, dizendo:


- Foi o vovô que me mandou de presente!


Carla Accioly Linhares


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IV - LINDA COMPARAÇÃO


Minha filha tinha quatro anos e  seu irmão,  dois anos e poucos meses. Ela sempre se divertia com ele, apanhando e botando de  volta os brinquedos que ele jogava para fora do cercadinho onde ficava por alguns minutos.


Se ela estivesse por perto, ele ficava feliz e não pedia pra sair; e ela ficava encantada quando ele sorria e até gargalhava com alguma coisa que ela fazia ou dizia.


Um dia, vendo-o sorrir, chamou-me e disse:


- Veja, mamãe, quando ele ri, os dentinhos dele parecem uns  menininhos brincando de roda!


Imediatamente anotei seu comentário na capa da revista que estava lendo, achando muito linda e criativa a sua comparação.


Lêda Sellaro


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V - QUEM MANDA?


Minha netinha, Maria Fernanda, 4 anos, pediu algo ao pai.


O pai, atento ao futebol na tv, não respondeu.


Ela insistiu 3 vezes. Nada.


Na terceira vez ele, pra se ver livre, ele disse:


- Pergunta à sua mãe!


E ela:


- Você não manda nada nesta casa? !!!


Glorinha Magalhães


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VI - AS FORMIGAS


Meu sobrinho, então com quatro anos, estava muito entretido,  olhando alguma coisa no chão.


O avô se aproximou dele e percebeu que ele estava matando com o pé as pequeninas formigas que passavam à sua frente.


O avô lhe disse:


- Não faça isso querido! Agora, o pai e a mãe dessas formiguinhas que você pisou vão ficar esperando pelos filhinhos e filhinhas e eles não vão chegar. Pense como vão ficar aflitos!


Ao que o garoto respodeu:


- Vão ficar não! Eu ja pisei o pai e a mãe delas!


Lêda Sellaro


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VII - GELÉIA


Minha irmã sempre gostou muito de geléia.


Aos três anos, depois de comer e raspar com a colher um potinho,


ela sorriu satisfeita e falou:


- Geléia é a fruta mais boa que eu gosto!


Lêda Sellaro


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VIII - SOMENTE LEITE?


Meu filho caçula, quando tinha três anos, muito enjoado para comer, viu certa vez um priminho sendo amamentado e me perguntou:


- Mãe, eu mamei quanto era bebê?


- Mamou, sim, filho.


- Eca!!!


E, pensativo, acrescentou:


- Como eu tomei esse leite, sem açúcar e sem Nescáu?


Lêda Sellaro


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XIX - NO ELEVADOR


Um dos meus netos, então com três anos, orientado pela mãe a cumprimentar as pessoas, como um garoto educado deve fazer,  entrou no elevador com ela e vendo que havia um senhor ali, olhou-o e disse:


- Bom dia!


Sua mãe fez o mesmo. Mas, o homem não respondeu e o garoto repetiu:


- Bom dia!


Nada. Ele pensou um pouco e puxando a mão da mãe, falou:


Mamãe, ele não é educado.


Lúcia Cavalcanti.


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X - VOCABULÁRIO INFANTIL


Eu tenho:


uma neta que chamava o "farol" de Olinda de "firal";


outra neta que,  ao se deitar dizia: "Me forra vovó!" ao invés de pedir que eu a cobrisse com o lençol;


outra que chamava creme de "quêmure";


um neto que, depois de deitar, pedia ao pai: "Quando tu sair, pai, desacende a luz";


um sobrinho que apelidou as lagartas de fogo que infestaram uma árvore do quintal de "copides";


outro sobrinho que chamava "lua" de "lúlia";


uma irmã que chamava "formiga" de "pemema";


Pode uma coisa  dessa?


Hoje essas adoráveis crianças "maluquinhas" são adolescentes e adultos maravilhosos, que se expressam muito bem.


Ainda bem!


Lêda Sellaro


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XI - OS NOMES DOS DEDOS


A escola já foi um lugar onde a disciplina era muito rigorosa, incluindo castigos físicos.


Meu pai, já falecido, contava um fato ocorrido na sua escola, quando ele estava com sete para oito anos. Era uma escola unidocente - uma só professora, ensinando a crianças das quatro séries do primário (hoje, fundamental I), numa mesma sala.


Era dia de sabatina (arguição oral) de Ciências. A professora chamou seis crianças da terceira série, que ficaram de pé em frente da turma, e dirigiu-lhes a primeira pergunta, enquanto segurava uma enorme régua nas mãos.


- Quais são os nomes dos dedos da mão?


As crianças, nervosas porque sabiam que podiam ser castigadas se errassem,  não lembraram os nomes e ficaram caladas. Uma delas começou:


- mínimo... e  parou.


Outra continuou:


- minimo, anular... e não passou disso.


Enquanto isso, meu pai agitava o braço, querendo responder.


Antes de lhe dar a palavra a professora falou:


- Vocês, da terceira série, não se acanham de ignorar uma coisa tão simples! Um garoto da primeira série sabe mais que vocês!


E dirigindo-se a meu pai, disse:


-Pode responder. Mostre a seus colegas que você estudou!


E ele muito feliz, empertigou-se todo e, segurando um a um os dedos da mão esquerda com a direita, foi dizendo:


- dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura-bolos e cata-piolhos.


Tomou um tremendo susto com a "reguada" que a professora deu em suas mãos e chorou copiosamente até chegar em casa. Ao contar indignado ao pai o que ocorrera, ele quis saber como o filho havia respondido. E ele repetiu para o pai a resposta que dera.


- Você disse o apelido dos dedos, meu filho. A professora deve ter pensado que você estava brincando. Os nomes dos dedos são: mínimo, anular, médio, indicador e polegar.


Meu pai nunca mais esqueceria dos nomes dos dedos; nem tampouco da humilhação imposta por aquele castigo inesperado. Muitos anos se passariam até que ele conseguisse perdoar daquela professora.


Lêda Sellaro


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XII - CONJUGANDO O VERBO CABER


Minha neta tentava colocar um "laptop" em sua bolsa muito pequena.


A mãe falou:


- Não cabe, filha!


E ela, empurrando até conseguir, respondeu:


-  Já cabeu!


Glorinha Magalhães


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XIII - ATITUDE


As primas Maria Fernanda ( quatro anos ) e Carol (cinco anos) brincavam na rede.  A menor balançava devagar, enquanto a outra, do lado de fora, mandava que ela balançasse mais depressa.


Maria Fernanda diz que não, mas como a prima insiste,  ela diz aborrecida, cheia de atitude:


- Eu balanço do jeito que eu quero: a vida é minha!


Glorinha Magalhães


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XIV - PURGANTE


Quando éramos pequenos, de tempos em tempos,  tomávamos óleo de rícino, como purgativo e vermífugo. Tinha um gosto horrível. Minha mãe nos dava um pedaço de doce ou um confeito para tirar o gosto ruim. Isso de nada adiantava. A melhor guloseima ficava com o gosto do óleo.


Para meu irmão Luís, o caçula, quando nossa mãe entregava-lhe a dose do remédio para tomar, era uma tragédia. Ele chorava o quanto podia, adiando o momento de ingeri-lo.


Numa dessas vezes, ele choramingava na cadeira, há mais de uma hora, da qual só poderia levantar depois de tomar o purgante.


- Eu não quero, mãe, é muito ruim. Se eu tomar eu vomito.


Minha mãe continuava costurando, tentando ignorá-lo.  Ela apenas repetia:


- Você só sai daí depois que tomar o remédio.


Mas nem a vontade imensa de brincar no quintal dava-lhe a coragem necessária para tanto.


Os irmãos mais velhos, que se aprontavam para ir trabalhar, não aguentavam mais a lenga-lenga; quando Paulo, antes de sair, passando perto de Luís, que continuava chorando e se lamentando, pegou o caneco e jogou tudo pela janela que dava para o quintal. E saiu, como se nada tivesse acontecido.


Luís parou de chorar e esboçou um sorriso agradecido. Eu quase não consegui parar de rir. Paulo era muito engraçado. Acho que todos nós ficamos aliviados, inclusive minha mãe, pois a vi contendo o riso, também.


Lila Correia Lins (94 anos)



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XV - NOSSO AMIGO MANINHO


Eu e meu irmão Luís, com sete e oito anos, respectivamente, íamos andando para a escola, todos os dias, com nossos livros presos apenas por uma correia.


Uma vez nós fomos de bonde e fizemos amizade com o motorneiro. A partir daquele dia ele combinou conosco que não cobraria a passagem e que pararia o bonde no local onde saíamos do caminho da nossa casa, mesmo não sendo o parada regulamentar.


Ficamos radiantes. Além de podermos sair de casa um pouco mais tarde, não nos cansávamos caminhando. Sem contar que íamos conversando com nosso amigo, sempre perto dele, na frente, com uma visão privilegiada do caminho que os trilhos do bonde cortavam. Ele nos chamava de Maninho e Maninha; e nós também o chamávamos de Maninho.


Uma vez, eu tive febre e não fui pra escola por uns dias. Maninho perguntou por mim a Luís e, ao saber que eu estava acamada, ficou de visitar-me no final de semana. Quase não o reconhecemos quando ele chegou, no domingo à tarde, em nossa casa, sem a farda de motorneiro, vestindo um belo terno e usando chapéu. Ficamos felizes com a sua presença e todos em casa gostaram de conhecer o nosso amigo.


Uma manhã, a brincadeira estava tão boa, no quintal de casa, que saimos sem muita vontade de ir à escola. Quando chegamos no local do bonde, o veículo estava parado e o cobrador tentava acertar o cabo que saira do fio. Logo resolvemos voltar e dizer a nossa mãe que o bonde estava quebrado.


Mas, ela insistiu em saber qual fora o problema do bonde; e, quando dissemos ela nos mandou  voltar na mesma hora.


- Isso é muito comum e é rápido para colocar. Vocês deviam ter esperado! Mas vejo que estão loucos pra não ir a aula hoje. Mas vocês vão, sim!


- E se o bonde já tiver ido embora?


- Vocês vão andando, claro!


- E se a professora brigar, porque chegamos atrasados?


- Isso pode acontecer. Talvez ela tire o recreio de vocês ou queira que fiquem além da hora, até fazerem tudo que os outros tenham feito e estudado.


Lá fomos nós, muito sem graça, quase correndo, sem saber o que nos esperava. Felizmente a professora não nos castigou. Voltamos de bonde, conversando com Maninho, contando a mesma história; mas, vendo-o sorrir, percebemos que, como nossa mãe, ele também não se deixara enganar.


Muitos e muitos anos se passaram. Um dia, Luís chegou em minha casa dizendo ter sabido onde o nosso amigo morava e resolvemos visitá-lo. Ele estava doente e ficou muito feliz de nos ver. Conversamos sobre aqueles tempos que já iam longe e, ao sair, deixamos um envelope com dinheiro para seus remédios.  Foi uma enorme alegria poder fazer alguma coisa por ele.


Lila Correia Lins


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XVI - FUMAÇA EM TRANSFORMAÇÃO


Minha filha Carolina, olhando a chaminé de uma usina e a fumaça que subia, fez o seguinte comentário:


- Olha a fumaça virando céu!


Zaida Cavalcanti


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XVII - SOLETRAR PARA AMENIZAR


Minha primeira neta foi a única que conheceu a bivó materna, minha sogra, que faleceu quanto ela tinha seis anos e já sabia ler.


O fato deixou-a triste e meio assustada. Muito apegada a mim, acho que ficou pensando que, por eu ser avó também, poderia "partir" em breve como a bivó.


Depois de muita conversa, fazendo rodeios para me fazer a pergunta que a incomodava, ela finalmente conseguiu perguntar, com os olhinhos marejados, soletrando a última palavra da pergunta:


- Vó, tu também tá perto de "eme, o, erre, erre, e, erre" ?


Lêda Sellaro


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XVIII - AS CRIANÇAS SURPREENDEM


Minha neta Carol ia extrair um dente de leite para dar lugar ao definitivo que nasceu atrás!


O engraçado é que ela curtiu o fato, achando tudo uma grande aventura!


Na véspera do "evento" entrou na sala de aula gritando pra professora que ia faltar no dia seguinte, explicando o porque.


À noite esteve aqui em casa com a mãe. Soube, então,  por minha filha que, tanto aqui em casa, como na casa da outra avó e também na casa dela, o assunto era o dente.


Eu, horrorizada (sempre tive medo de dentista), com peninha dela, imaginando se ela ia sofrer, se ia doer etc...  Aí ela me sai com essa:


- Mãe,vamos embora.Tenho que dormir cedo pra amanhã ir tirar meu dente!!!!...


Glorinha Magalhães


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XIX - ENVELHECER OU MURCHAR


Meu bisneto Miguel, de quatro anos, estava subindo e descendo a escada que leva ao andar de cima de minha casa.


Temerosa que ele caisse, tentei impedi-lo, explicando o perigo de uma queda, etc. e, como ele não me atendesse, eu segurei-o no colo e falei:


- Sua bisa não aguenta isso não.  Eu não posso ficar com você se você não me obedece.


- Por que, bisa?


- Porque sua bisa já está velha!


Ele ficou quieto por um tempo, pensativo, enquanto passava a mão pelo meu braço e, como quem quer agradar, ele falou sorrindo:


- Tua não tá velha não, bisa, tu só tá murcha!


Graciete


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XX - PEDIDO DE NETO


Sílvio, meu neto, estava então com cinco anos. Estávamos sentados em uma rede na varanda, conversando, quando ele, olhando para o céu, perguntou:


- Papai do Céu mora no céu mesmo? Ele pode ouvir a gente?


- Pode, sim, respondi. Você pode falar com ele sempre que quiser, porque ele escuta. O que você quer dizer pra Papai do Céu, agora?


- Eu quero pedir para ele não deixar nenhuma vó do mundo morrer.


Graciete


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Jornal Virtual A VOZ DO ESCRITOR, da UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES (UBE)






Leda Sellaro se integra ao corpo dirigente da UBE

Na 2ª feira passada, dia 06 de agosto, por ocasião da reunião de diretoria da UBE, na Casa Rosada da Rua Santana, no bairro de Casa Forte, na zona noroeste do Recife, ao convidar a escritora Leda Sellaro para se incorporar ao quadro dirigente da entidade, o presidente Alexandre Santos falou na necessidade de ampliar e, em alguns casos, repaginar programas literários levados adiante pela organização.



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PALESTRA DE EDNEY SILVESTRE NA ACADEMIA PERNAMBUCANA DE LETRAS E LANÇAMENTO DO SEU LIVRO "A FELICIDADE É FÁCIL", EM 09.08.2012





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MOMENTOS



MOMENTOS


A vida - roda gigante -


no sobe e desce, a girar,


conduz ao topo num instante


e, logo, ao chão faz voltar.


Em cima, a vista se alarga


e alcança o horizonte além...


Mas, logo a descida embarga


a visão que se retém.


Instantes inspiradores,


plenos de luz e alegria,


do arco-íris tem as cores


e, do amor, a poesia.


São momentos se somando,


a sustentar muitas vidas...


Como flores, perfumando


a vivência das descidas.



LÊDA SELLARO




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RECORDANDO A INFÂNCIA



LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA

Relembro, em frente à casa, a praça arborizada,
o canteiro florido, os bancos, a calçada...
O coreto pintado, limpo, acolhedor...
E a sombra atapetada de uma acácia em flor.
No entardecer, me vejo, junto à meninada,
Em grupos que cresciam,  alguns de mãos dadas
Em cirandas e em outros folguedos de então,
Pulando academia, jogando pião...
Brincado de esconder ou na corda a pular...
A lua já no céu a noite a anunciar.

O ângelus no rádio e a tarde em agonia
Marcam,  solenemente, o fim de mais um dia.
A ceia está na mesa... O cheiro vem das casas...
De canja, de arroz doce, de pão torrado em brasas.
Carne de sol com queijo assado e macaxeira...
A água vem à boca e esfria a brincadeira.
As mulheres capricham na arte culinária
Para os homens que voltam da luta diária.
E tão forte é o apelo da ceia gostosa
Que o grupo se desfaz e se interrompe a prosa.
A praça fica só... As famílias à mesa
Partilhando o alimento e a vida, em singeleza.
Também entre os vizinhos, aqueles mais chegados,
Quitutes saborosos, de mesas trocados.
É um pouco de canjica, pudim, pão de queijo,
Doces de aniversário, chamados de “beijos”...
É tapioca, biscoito, cuscuz ensopado...
É bolo de fubá, é milho cozinhado...

Mas, passada essa hora, à calçada retornam...
Cadeiras aparecem e todos se acomodam.
As notícias circulam, divulgam-se eventos,
Nascimentos, namoros, mortes, casamentos...
O tempo passa lento, os casos se sucedem...
Até que, sonolentos, todos se despedem.
São lembranças da infância, que o tempo levou...
E o filtro da memória, com usura, guardou.

LÊDA SELLARO

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CONVERSA E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NO CLUBE ALEMÃO 05.07.2012















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APRESENTAÇÃO NO COLÉGIO AGNES - 21.06.2012

Colégio AGNES







COM PROFESSORAS DO COLÉGIO



Narração das histórias com a participação das crianças




O PAVÃO SEBASTIÃO VAIDOSO E SABICHÃO



A GALINHA GALINHOLA QUE ESCAPOU DA CAÇAROLA









BRIGÃO O BEIJA-FLOR





A BONECA QUE FICOU CARECA





COVERSANDO COM AS CRIANÇAS







HOMENAGEM





SAUDADES DO MEU COLÉGIO

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Por Corisco Design